Você que busca no dia a dia sua
independência, sua liberdade, sua
identidade própria;
Você que luta profissional e
emocionalmente, para ser
valorizada e compreendida;
Você que a cada momento tenta ser a
companheira, a amiga, a "rainha do lar";
Você que batalha incansavelmente por seus
próprios direitos e também por um mundo
mais justo e por uma sociedade sem
violências;
Você que resiste aos sarcasmos daqueles
que a chamam de, pejorativamente, de
feminista liberal e que já ocupa um
espaço na fábrica, na escola, na
empresa e na política;
Você, eu, nós que temos a capacidade de
gerar outro ser, temos também o dever de
gerar alternativas para que a nossa Ação
criadora, realmente ajude outras
mulheres a conquistarem
a liberdade de Ser...
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Música: Mulher - Erasmo Carlos
Dizem que a mulher é o sexo frágil
Mas que mentira absurda
Eu que faço parte da rotina de uma delas
Sei que a força está com elas
Vejam como é forte a que eu conheço
Sua sapiência não tem preço
Satisfaz meu ego se fingindo submissa
Mas no fundo me enfeitiça
Quando eu chego em casa à noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas pra quem deu luz não tem mais jeito
Porque um filho quer seu peito
O outro já reclama a sua mão
E o outro quer o amor que ela tiver
Quatro homens dependentes e carentes
Da força da mulher
Mulher, mulher
Do barro de que você foi gerada
Me veio inspiração
Pra decantar você nessa canção
Mulher, mulher
Na escola em que você foi ensinada
Jamais tirei um dez
Sou forte mas não chego aos seus pés
Mas que mentira absurda
Eu que faço parte da rotina de uma delas
Sei que a força está com elas
Vejam como é forte a que eu conheço
Sua sapiência não tem preço
Satisfaz meu ego se fingindo submissa
Mas no fundo me enfeitiça
Quando eu chego em casa à noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas pra quem deu luz não tem mais jeito
Porque um filho quer seu peito
O outro já reclama a sua mão
E o outro quer o amor que ela tiver
Quatro homens dependentes e carentes
Da força da mulher
Mulher, mulher
Do barro de que você foi gerada
Me veio inspiração
Pra decantar você nessa canção
Mulher, mulher
Na escola em que você foi ensinada
Jamais tirei um dez
Sou forte mas não chego aos seus pés
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Século 20 foi marcado por virada na história da mulher
Em cem anos, papel das mulheres na família e na sociedade mudou completamente.
Oito de março é dia de lutar pela igualdade de direitos e emancipação.
O século 20 foi, sem dúvida, a grande virada na história da mulher. Ao longo de cem anos, o papel das mulheres na família e na sociedade mudou completamente. O "Jornal Hoje" preparou uma linha no tempo, com grandes mulheres que marcaram época.
Mais do que alas, elas abriram uma nova página na história. A primeira música feita especialmente para o carnaval foi composta por uma mulher: Chiquinha Gonzaga. Assim, terminava o século 19 e nascia a mulher moderna.
Na 1ª Grande Guerra, os homens ficaram no front e elas, à frente de outra batalha: tocar a vida em suas casas. Saíram os saiões e chapelões e entrou a maquiagem carregada de caras e bocas.
Começaram os anos loucos. Antes mesmo da Semana de Arte Moderna, Anita Malfatti escandalizou o Brasil com uma pintura leve, sem amarras. Depois apareceu Tarsila do Amaral, com fome de quebrar padrões e marcar uma época de incertezas.
Novos contornos
O governo de Getúlio Vargas estendeu à mulher o direito de votar. Mas, na prática, o voto feminino mas, na prática, só valeu mesmo em 1945.
Carlota Pereira de Queirós, a primeira deputada, garante à mulher o mesmo salário do homem. A bióloga e feminina Berta Lutz consegue aprovar a lei de três meses de licença-maternidade.
O perfil feminino ganha novos contornos e o quadril da mulher brasileira aparece. Duas polegadas a mais tiram de Marta Rocha o título de Miss Universo. Já a tenista Maria Esther Bueno é descoberta pelo mundo, ganhando títulos.
Sutiãs foram queimados em praça pública, marcando uma revolução pelos direitos iguais. Não era apenas uma questão de estilo. "O que estava por trás desse simbolismo era realmente o direito de nós usufruirmos o nosso corpo, o corpo é nosso e vamos decidir o que acontece com ele", diz Eva Blay, professora da USP.
Mudança na moda
No começo da década seguinte, a família do futuro começa a ser desenhada. A ciência coloca em uma pílula a opção de engravidar. E, numa ironia do destino, a prática do futebol feminino é oficialmente proibida por aqui.
A rebelião da moda e do corpo dobra as esquinas de Londres e as moças colocam as perninhas de fora. No Brasil, uma nova roupa foi inventada para receber a primeira mulher, em 80 anos, a ganhar um lugar na Academia Brasileira de Letras.
No mesmo ano em que Rachel de Queiroz entrou para a história, outro tabu foi derrubado. NA TV e nas ruas, o Brasil denunciou a violência contra a mulher. E Fafá de Belém, uma mulher, puxou o coro pelas eleições diretas.
O país mudou e escreveu na Constituição: homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. Pelo menos no papel. Na política. elas conquistaram prefeituras, governos. Os partidos são obrigados a ter, no mínimo, 20% de mulheres em suas chapas. Doze anos depois, as barreiras continuam e poucas se elegem.
Inspiração
A história dos melhores dias, dos grandes momentos pode inspirar outras mulheres a encarar novos desafios.
Oito de março não é apenas um dia para as mulheres receberem flores. É um dia de luta pela igualdade de direitos, de deveres e pela emancipação da mulher em todos os sentidos.
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL342776-5598,00-SECULO+FOI+MARCADO+POR+VIRADA+NA+HISTORIA+DA+MULHER.html
Oito de março é dia de lutar pela igualdade de direitos e emancipação.
O século 20 foi, sem dúvida, a grande virada na história da mulher. Ao longo de cem anos, o papel das mulheres na família e na sociedade mudou completamente. O "Jornal Hoje" preparou uma linha no tempo, com grandes mulheres que marcaram época.
Mais do que alas, elas abriram uma nova página na história. A primeira música feita especialmente para o carnaval foi composta por uma mulher: Chiquinha Gonzaga. Assim, terminava o século 19 e nascia a mulher moderna.
Na 1ª Grande Guerra, os homens ficaram no front e elas, à frente de outra batalha: tocar a vida em suas casas. Saíram os saiões e chapelões e entrou a maquiagem carregada de caras e bocas.
Começaram os anos loucos. Antes mesmo da Semana de Arte Moderna, Anita Malfatti escandalizou o Brasil com uma pintura leve, sem amarras. Depois apareceu Tarsila do Amaral, com fome de quebrar padrões e marcar uma época de incertezas.
Novos contornos
O governo de Getúlio Vargas estendeu à mulher o direito de votar. Mas, na prática, o voto feminino mas, na prática, só valeu mesmo em 1945.
Carlota Pereira de Queirós, a primeira deputada, garante à mulher o mesmo salário do homem. A bióloga e feminina Berta Lutz consegue aprovar a lei de três meses de licença-maternidade.
O perfil feminino ganha novos contornos e o quadril da mulher brasileira aparece. Duas polegadas a mais tiram de Marta Rocha o título de Miss Universo. Já a tenista Maria Esther Bueno é descoberta pelo mundo, ganhando títulos.
Sutiãs foram queimados em praça pública, marcando uma revolução pelos direitos iguais. Não era apenas uma questão de estilo. "O que estava por trás desse simbolismo era realmente o direito de nós usufruirmos o nosso corpo, o corpo é nosso e vamos decidir o que acontece com ele", diz Eva Blay, professora da USP.
Mudança na moda
No começo da década seguinte, a família do futuro começa a ser desenhada. A ciência coloca em uma pílula a opção de engravidar. E, numa ironia do destino, a prática do futebol feminino é oficialmente proibida por aqui.
A rebelião da moda e do corpo dobra as esquinas de Londres e as moças colocam as perninhas de fora. No Brasil, uma nova roupa foi inventada para receber a primeira mulher, em 80 anos, a ganhar um lugar na Academia Brasileira de Letras.
No mesmo ano em que Rachel de Queiroz entrou para a história, outro tabu foi derrubado. NA TV e nas ruas, o Brasil denunciou a violência contra a mulher. E Fafá de Belém, uma mulher, puxou o coro pelas eleições diretas.
O país mudou e escreveu na Constituição: homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. Pelo menos no papel. Na política. elas conquistaram prefeituras, governos. Os partidos são obrigados a ter, no mínimo, 20% de mulheres em suas chapas. Doze anos depois, as barreiras continuam e poucas se elegem.
Inspiração
A história dos melhores dias, dos grandes momentos pode inspirar outras mulheres a encarar novos desafios.
Oito de março não é apenas um dia para as mulheres receberem flores. É um dia de luta pela igualdade de direitos, de deveres e pela emancipação da mulher em todos os sentidos.
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL342776-5598,00-SECULO+FOI+MARCADO+POR+VIRADA+NA+HISTORIA+DA+MULHER.html
Contra assédio, cidade no México introduz táxi cor-de-rosa para mulheres
Frota que começou a circular em Puebla terá motoristas femininas.
Para evitar assédio, Índia cria trens exclusivos para mulheres
A cidade mexicana de Puebla, localizada a 130 quilômetros da capital, inaugurou nesta semana uma frota exclusiva de táxi para mulheres como forma de evitar assédios.
Chamados de "Pink Taxi" (Táxi Rosa), os veículos pintados de cor-de-rosa são dirigidos por mulheres e voltados para uma clientela feminina.
Os 35 veículos circularão 24 horas por dia e têm como público-alvo donas de casas, jovens universitárias e mulheres da terceira idade, que podem solicitar o serviço por celular.
"Este sistema surge em razão da necessidade de contar com um transporte inovador e seguro para as mulheres. Em outros lugares do mundo vem funcionando com grande sucesso e agora Puebla será pioneira no transporte exclusivo para mulheres na América Latina", explicou o Secretario de Comunicações e Transporte do Governo de Puebla, Valentín Meneses Rojas.
Segundo Sandra Montalvo, diretora do Instituto Municipal da Mulher, há um grande número de queixas de roubos e abusos sexuais não só nos táxis, mas em outros meios de transporte público. "Nossa ideia é, em breve, lançar os ônibus exclusivos."
Especialização
Para impulsionar a iniciativa dos táxis para mulheres, a prefeitura da cidade se uniu à iniciativa privada, regulamentando os carros e oferecendo capacitação a 70 motoristas contratadas.
As taxistas licenciadas passaram por exames clínicos, psicológicos, teóricos e de condução.
Sandra Montalvo rebate as críticas ao novo sistema, que geralmente apontam que a ação é "sexista".
"A ONU e todos os tratados internacionais sobre igualdade de gêneros permitem estas ações discriminatórias que têm por objetivo ajudar a reduzir a brecha entre homens e mulheres que ainda existe. São as chamadas ações afirmativas".
E preventivas. Puebla quer evitar o cenário que vive hoje a capital do país. Na Cidade do México, não são raros os casos de violação em táxis. Somente entre janeiro a agosto deste ano, 25 taxistas haviam sido detidos por abusos. Segundo a Procuradoria do Distrito Federal, a incidência é de seis a oito ataques por mês.
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1333743-5602,00-CONTRA+ASSEDIO+CIDADE+NO+MEXICO+INTRODUZ+TAXI+CORDEROSA+PARA+MULHERES.html
Para evitar assédio, Índia cria trens exclusivos para mulheres
A cidade mexicana de Puebla, localizada a 130 quilômetros da capital, inaugurou nesta semana uma frota exclusiva de táxi para mulheres como forma de evitar assédios.
Chamados de "Pink Taxi" (Táxi Rosa), os veículos pintados de cor-de-rosa são dirigidos por mulheres e voltados para uma clientela feminina.
Os 35 veículos circularão 24 horas por dia e têm como público-alvo donas de casas, jovens universitárias e mulheres da terceira idade, que podem solicitar o serviço por celular.
"Este sistema surge em razão da necessidade de contar com um transporte inovador e seguro para as mulheres. Em outros lugares do mundo vem funcionando com grande sucesso e agora Puebla será pioneira no transporte exclusivo para mulheres na América Latina", explicou o Secretario de Comunicações e Transporte do Governo de Puebla, Valentín Meneses Rojas.
Segundo Sandra Montalvo, diretora do Instituto Municipal da Mulher, há um grande número de queixas de roubos e abusos sexuais não só nos táxis, mas em outros meios de transporte público. "Nossa ideia é, em breve, lançar os ônibus exclusivos."
Especialização
Para impulsionar a iniciativa dos táxis para mulheres, a prefeitura da cidade se uniu à iniciativa privada, regulamentando os carros e oferecendo capacitação a 70 motoristas contratadas.
As taxistas licenciadas passaram por exames clínicos, psicológicos, teóricos e de condução.
Sandra Montalvo rebate as críticas ao novo sistema, que geralmente apontam que a ação é "sexista".
"A ONU e todos os tratados internacionais sobre igualdade de gêneros permitem estas ações discriminatórias que têm por objetivo ajudar a reduzir a brecha entre homens e mulheres que ainda existe. São as chamadas ações afirmativas".
E preventivas. Puebla quer evitar o cenário que vive hoje a capital do país. Na Cidade do México, não são raros os casos de violação em táxis. Somente entre janeiro a agosto deste ano, 25 taxistas haviam sido detidos por abusos. Segundo a Procuradoria do Distrito Federal, a incidência é de seis a oito ataques por mês.
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1333743-5602,00-CONTRA+ASSEDIO+CIDADE+NO+MEXICO+INTRODUZ+TAXI+CORDEROSA+PARA+MULHERES.html
UNICEF: IGUALDADE DE GÊNERO PROMOVE O BEM-ESTAR DAS CRIANÇAS
Nações Unidas, 10 dez (EFE).- A igualdade de gênero, sobretudo na tomada de decisões nas esferas familiar, de trabalho e política, é essencial para um maior desenvolvimento e bem-estar das crianças no mundo todo, disse hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
O estudo, intitulado "O estado das crianças do mundo 2007", foi apresentado hoje na sede central da ONU em Nova York.
Segundo o relatório, a eliminação da discriminação por razões de gênero não é apenas um imperativo moral, como também algo crucial para o progresso humano e o desenvolvimento sustentável, e produz "um duplo dividendo", pois beneficia tanto as mulheres como as crianças.
"A igualdade de gênero e o bem-estar da infância são intrinsecamente ligados. Quando as mulheres têm o poder de liderar suas vidas plenamente e de forma produtiva, as crianças e suas famílias prosperam", disse Ann Veneman, diretora-executiva do Unicef.
Segundo o Unicef, na região da América Latina e do Caribe uma de cada 160 mulheres corre risco de morrer ao dar à luz, comparado com o nível de uma de cada 4.000 mulheres nos países ricos.
Por outro lado, na África Subsaariana uma de cada quinze mulheres está sujeita a esse risco.
O relatório também aponta que apenas a metade das mulheres participa das decisões familiares em dez dos 30 países em desenvolvimento analisados no estudo.
Em Burkina Fasso, Mali e Nigéria, quase 75% das mulheres entrevistadas dizem que são seus maridos que tomam as decisões sobre questões de saúde e dinheiro. No Sul da Ásia, esse nível é de 41%.
O Unicef afirma que se as mulheres tivessem o mesmo nível de influência nas decisões em suas famílias, haveria 13,4 milhões de crianças subnutridas a menos no Sul da Ásia, e 1,7 milhão a menos na África Subsaariana.
Uma educação igualitária na infância para homens e mulheres também é crucial para o desenvolvimento das crianças, segundo o relatório.
O índice de alfabetização das mulheres adultas em comparação com o dos homens é de 99% na América Latina, de 77% no Oriente Médio e no Norte da África e de 63% na África Central e Ocidental.
As crianças com mães que não foram escolarizadas têm pelo menos duas vezes mais chances de não completar a escola primária do que aquelas com mães que não tiveram acesso à educação básica.
Nos países em desenvolvimento uma de cada cinco meninas não termina a educação primária, e apenas 43% entram para o ensino médio.
As condições de trabalho das mulheres, que representam 40% da população economicamente ativa do mundo, também se refletem no bem-estar de seus filhos.
Nos países industrializados, a renda das mulheres representa 57% da dos homens, enquanto na África Subsaariana essa taxa é de 51%; na América Latina, de 40%, e no Sul da Ásia, de 39%.
O mesmo fenômeno acontece com a propriedade das terras. O Unicef concentra-se no caso da América Latina, onde as mulheres são proprietárias na minoria dos casos.
No Brasil, por exemplo, 11% das terras pertencem a mulheres e 89% a homens.
O estudo aponta que, em países como Argentina, Rússia e Ruanda, foram as mulheres parlamentares que promoveram legislações em favor da saúde e da educação infantil.
Em julho de 2006, as mulheres representavam 17% do total de parlamentares em nível mundial. Diante desse quadro, o Unicef sustenta só em 2068 deve existir uma igualdade de gênero no âmbito político.
O Unicef recomenda o estabelecimento de cotas para a participação da mulher na política, pois já foi demonstrado que, dos 20 países com mais mulheres em seus Parlamentos, 17 adotam esse sistema. EFE
O estudo, intitulado "O estado das crianças do mundo 2007", foi apresentado hoje na sede central da ONU em Nova York.
Segundo o relatório, a eliminação da discriminação por razões de gênero não é apenas um imperativo moral, como também algo crucial para o progresso humano e o desenvolvimento sustentável, e produz "um duplo dividendo", pois beneficia tanto as mulheres como as crianças.
"A igualdade de gênero e o bem-estar da infância são intrinsecamente ligados. Quando as mulheres têm o poder de liderar suas vidas plenamente e de forma produtiva, as crianças e suas famílias prosperam", disse Ann Veneman, diretora-executiva do Unicef.
Segundo o Unicef, na região da América Latina e do Caribe uma de cada 160 mulheres corre risco de morrer ao dar à luz, comparado com o nível de uma de cada 4.000 mulheres nos países ricos.
Por outro lado, na África Subsaariana uma de cada quinze mulheres está sujeita a esse risco.
O relatório também aponta que apenas a metade das mulheres participa das decisões familiares em dez dos 30 países em desenvolvimento analisados no estudo.
Em Burkina Fasso, Mali e Nigéria, quase 75% das mulheres entrevistadas dizem que são seus maridos que tomam as decisões sobre questões de saúde e dinheiro. No Sul da Ásia, esse nível é de 41%.
O Unicef afirma que se as mulheres tivessem o mesmo nível de influência nas decisões em suas famílias, haveria 13,4 milhões de crianças subnutridas a menos no Sul da Ásia, e 1,7 milhão a menos na África Subsaariana.
Uma educação igualitária na infância para homens e mulheres também é crucial para o desenvolvimento das crianças, segundo o relatório.
O índice de alfabetização das mulheres adultas em comparação com o dos homens é de 99% na América Latina, de 77% no Oriente Médio e no Norte da África e de 63% na África Central e Ocidental.
As crianças com mães que não foram escolarizadas têm pelo menos duas vezes mais chances de não completar a escola primária do que aquelas com mães que não tiveram acesso à educação básica.
Nos países em desenvolvimento uma de cada cinco meninas não termina a educação primária, e apenas 43% entram para o ensino médio.
As condições de trabalho das mulheres, que representam 40% da população economicamente ativa do mundo, também se refletem no bem-estar de seus filhos.
Nos países industrializados, a renda das mulheres representa 57% da dos homens, enquanto na África Subsaariana essa taxa é de 51%; na América Latina, de 40%, e no Sul da Ásia, de 39%.
O mesmo fenômeno acontece com a propriedade das terras. O Unicef concentra-se no caso da América Latina, onde as mulheres são proprietárias na minoria dos casos.
No Brasil, por exemplo, 11% das terras pertencem a mulheres e 89% a homens.
O estudo aponta que, em países como Argentina, Rússia e Ruanda, foram as mulheres parlamentares que promoveram legislações em favor da saúde e da educação infantil.
Em julho de 2006, as mulheres representavam 17% do total de parlamentares em nível mundial. Diante desse quadro, o Unicef sustenta só em 2068 deve existir uma igualdade de gênero no âmbito político.
O Unicef recomenda o estabelecimento de cotas para a participação da mulher na política, pois já foi demonstrado que, dos 20 países com mais mulheres em seus Parlamentos, 17 adotam esse sistema. EFE
Opinião: Caso da Uniban mostra que falta avançar na igualdade entre gêneros
Instituição chegou a expulsar aluna de minissaia, mas voltou atrás.
'Com a decisão, fica fácil entender a reação dos alunos à roupa dela.'
Um dos impedimentos para uma mulher denunciar um estupro era o fato de geralmente ela ser colocada no papel daquela que provocou esse ato contra si própria. Apesar da dor e da vergonha do momento, a postura daqueles que deveriam protegê-la e ajudá-la era de condenação. Tratavam-na como se tivesse feito algo que provocasse a atitude do agressor.
Provavelmente, muito disso deve ocorrer ainda hoje. Resultado de anos de machismo, onde o homem podia tudo em relação à mulher, por se considerar superior a ela, inclusive de dispor de seu corpo.
Anos de luta levaram a mudanças de visão e comportamento. As mulheres conquistaram um espaço e perceberam que não são inferiores aos homens. Ocupam cargos de destaque, são prefeitas, juízas e presidentes da república. Com o advento da pílula anticoncepcional, dispõem de seu corpo da forma como acham que devem. Nem sempre, é certo, da maneira mais respeitosa que ele merece.
Tivemos avanços. E muitos deles em decorrência do tempo em que estávamos na universidade. Tempo de questionamento, de amadurecimento e de entrada para o mundo adulto. Época em que se pensa no mundo e em como transformá-lo. Onde o preconceito não combina. Muito menos, retroceder em valores já conquistados e necessários para o progresso de uma sociedade.
E não é que fomos pegos de surpresa com o desfecho do caso da estudante de São Bernardo do Campo? Depois de ter sido hostilizada pelos colegas dentro do ambiente universitário, devido a sua vestimenta, a instituição a expulsou. A alegação é que não eram seus trajes o problema, mas sim a sua postura provocativa, como levantar a saia. Para os estudantes que a perseguiram e xingaram, a pena foi uma suspensão.
Mesmo a universidade tendo voltado atrás devido a tanta pressão, fatos assim nos remetem a um tempo em que a mulher não tinha muito valor, apesar de todas as transformações que ocorreram. Em que de vítima de uma agressão, às vezes hedionda, era transformada em culpada. Parece que houve um retrocesso, que é maior por se considerar o lugar onde ocorreu: dentro da universidade.
Se há restrições ao comportamento do aluno, ele deve ser explicitado em regras claras, daquilo que pode e não pode. E não simplesmente arrancar da frente aquilo que os incomoda, que não sabem lidar, sem o mínimo de reflexão. Têm que dar aos alunos a chance de se adequarem ao ambiente escolar.
Se a faculdade preza tanto pela ordem e os bons costumes, por que só a estudante foi expulsa? Por ser mulher? Com sua atitude, deixou explícito que usar roupa curta não pode, mas que perseguir e ameaçar uma colega pode um pouco.
Igualdade entre os gêneros
Alguns têm reclamado do quanto está sendo discutido esse assunto, que estão dando bastante espaço para essa garota. A questão não é a garota em si, mas o que a situação tem deixado explícito: que temos muito ainda que avançar na igualdade entre os gêneros.
E que as instituições de ensino superior que formam profissionais e, portanto, multiplicadores de um modo de pensar e de se comportar, têm longa estrada a percorrer até o amadurecimento, necessitando, sim, da intervenção de uma instância superior como o MEC.
Com a atitude da universidade, fica fácil compreender a reação dos alunos à vestimenta da garota. Esperemos que daqui a um tempo todos possam colher os bons frutos dessa situação, em que a mulher não precise voltar a esconder as injustiças que vive.
(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)
http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1375571-5604,00-OPINIAO+CASO+DA+UNIBAN+MOSTRA+QUE+FALTA+AVANCAR+NA+IGUALDADE+ENTRE+GENEROS.html
'Com a decisão, fica fácil entender a reação dos alunos à roupa dela.'
Um dos impedimentos para uma mulher denunciar um estupro era o fato de geralmente ela ser colocada no papel daquela que provocou esse ato contra si própria. Apesar da dor e da vergonha do momento, a postura daqueles que deveriam protegê-la e ajudá-la era de condenação. Tratavam-na como se tivesse feito algo que provocasse a atitude do agressor.
Provavelmente, muito disso deve ocorrer ainda hoje. Resultado de anos de machismo, onde o homem podia tudo em relação à mulher, por se considerar superior a ela, inclusive de dispor de seu corpo.
Anos de luta levaram a mudanças de visão e comportamento. As mulheres conquistaram um espaço e perceberam que não são inferiores aos homens. Ocupam cargos de destaque, são prefeitas, juízas e presidentes da república. Com o advento da pílula anticoncepcional, dispõem de seu corpo da forma como acham que devem. Nem sempre, é certo, da maneira mais respeitosa que ele merece.
Tivemos avanços. E muitos deles em decorrência do tempo em que estávamos na universidade. Tempo de questionamento, de amadurecimento e de entrada para o mundo adulto. Época em que se pensa no mundo e em como transformá-lo. Onde o preconceito não combina. Muito menos, retroceder em valores já conquistados e necessários para o progresso de uma sociedade.
E não é que fomos pegos de surpresa com o desfecho do caso da estudante de São Bernardo do Campo? Depois de ter sido hostilizada pelos colegas dentro do ambiente universitário, devido a sua vestimenta, a instituição a expulsou. A alegação é que não eram seus trajes o problema, mas sim a sua postura provocativa, como levantar a saia. Para os estudantes que a perseguiram e xingaram, a pena foi uma suspensão.
Mesmo a universidade tendo voltado atrás devido a tanta pressão, fatos assim nos remetem a um tempo em que a mulher não tinha muito valor, apesar de todas as transformações que ocorreram. Em que de vítima de uma agressão, às vezes hedionda, era transformada em culpada. Parece que houve um retrocesso, que é maior por se considerar o lugar onde ocorreu: dentro da universidade.
Se há restrições ao comportamento do aluno, ele deve ser explicitado em regras claras, daquilo que pode e não pode. E não simplesmente arrancar da frente aquilo que os incomoda, que não sabem lidar, sem o mínimo de reflexão. Têm que dar aos alunos a chance de se adequarem ao ambiente escolar.
Se a faculdade preza tanto pela ordem e os bons costumes, por que só a estudante foi expulsa? Por ser mulher? Com sua atitude, deixou explícito que usar roupa curta não pode, mas que perseguir e ameaçar uma colega pode um pouco.
Igualdade entre os gêneros
Alguns têm reclamado do quanto está sendo discutido esse assunto, que estão dando bastante espaço para essa garota. A questão não é a garota em si, mas o que a situação tem deixado explícito: que temos muito ainda que avançar na igualdade entre os gêneros.
E que as instituições de ensino superior que formam profissionais e, portanto, multiplicadores de um modo de pensar e de se comportar, têm longa estrada a percorrer até o amadurecimento, necessitando, sim, da intervenção de uma instância superior como o MEC.
Com a atitude da universidade, fica fácil compreender a reação dos alunos à vestimenta da garota. Esperemos que daqui a um tempo todos possam colher os bons frutos dessa situação, em que a mulher não precise voltar a esconder as injustiças que vive.
(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)
http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1375571-5604,00-OPINIAO+CASO+DA+UNIBAN+MOSTRA+QUE+FALTA+AVANCAR+NA+IGUALDADE+ENTRE+GENEROS.html
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